Sintonizando nosso coração com a mensagem do Natal

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 O povo que caminhava em trevas viu uma grande luz; sobre os que viviam na terra da sombra da morte raiou uma luz. Fizeste crescer a nação e aumentaste a sua alegria; eles se alegram diante de ti como os que se regozijam na colheita, como os que exultam quando dividem os bens tomados na batalha.  Pois tu destruíste o jugo que os oprimia, a canga que estava sobre os seus ombros, e a vara de castigo do seu opressor, como no dia da derrota de Midiã.  Pois toda bota de guerreiro usada em combate e toda veste revolvida em sangue serão queimadas, como lenha no fogo.  Porque um menino nos nasceu, um filho nos foi dado, e o governo está sobre os seus ombros. E ele será chamado Maravilhoso Conselheiro, Deus Poderoso, Pai Eterno, Príncipe da Paz.  Ele estenderá o seu domínio, e haverá paz sem fim sobre o trono de Davi e sobre o seu reino, estabelecido e mantido com justiça e retidão, desde agora e para sempre. O zelo do SENHOR dos Exércitos fará isso.

Isaias 9: 2 – 7

As luzes da cidade já começam a brilhar de forma mais intensa. No parque Ibirapuera já se pode ver a tradicional árvore de Natal. As lojas vão mudando suas vitrines e as cores, vermelha e verde, vão se tornando predominantes na cidade. Tudo isso é o sinal de que o Natal está chegando, o Natal que aquece o mercado, o Natal que estimula o crédito, o Natal que encoraja o consumo. De certo modo isso é “boa nova” para muita gente, afinal , resulta em mais atividade comercial, mais trabalho e mais possibilidade de recursos para as famílias.

Longe das luzes, nas cores cinzas dos jornais, outras novas, nada boas, vão descrevendo uma realidade que teima em existir, mesmo quando é “tempo oficial” de festas. Ali vemos relatado, as dores que assolam nossa cidade, as mazelas de nosso país,  a dor presente no mundo distante de Deus. Enquanto as luzes da vitrina brilham, a realidade se mantém, um pouco esquecida, é verdade, mas firme nas suas lógicas que ameaçam a vida.

Esta contradição de realidades encontra na verdadeira história do Natal um ponto de convergência.  O verdadeiro Natal não tenta ocultar as manifestações das trevas  existentes, ao contrário, o verdadeiro Natal é a Luz que brilha no meio das trevas, como nos diz Isaias 9:2-7.Esta luz revela, por um lado, as trevas, por outro, a esperança. Foi assim no nascimento de Jesus Cristo e deve continuar sendo assim sempre que nos reunamos para celebrar o Natal, até que o Senhor regresse.  O que foi a Boa Notícia proclamada pelos anjos no primeiro Natal, o nascimento do Messias esperado, deve ser a Boa Notícia hoje, a saber; a vida, a obra e as palavras do Messias que virá mais uma vez, isso é o que celebramos no Advento.

O Advento é um dos tempos do Ano Litúrgico e pertence ao ciclo do Natal. A liturgia do Advento caracteriza-se como período de preparação, é tempo de espera d’Aquele que há de vir. Celebramos o Senhor que veio, que vem e que virá; sua liturgia conduz a celebrar as duas vindas de Cristo: Natal e Parusia. Na primeira, celebra-se a manifestação de Deus experimentada há mais de dois mil anos com o nascimento de Jesus, e na segunda, a sua desejada manifestação no final dos tempos, quando Cristo vier em sua glória.

De que forma se manifesta hoje este Boa noticia da chegada do Rei? Permita que seu coração seja conduzido neste tempo pela Palavra de Deus, para pode discernir estes diferentes relatos do Natal, aquele expresso nas palavras dos homens e o revelado na Palavra de Deus. Assim, em sintonia com o verdadeiro Natal, poderemos atualizar a forma de apresentar a velha e sempre boa noticia que diz; Emanuel, Deus está conosco!

Um grande abraço, agradecido por suas orações e apoio durante este ano, e um sincero desejo de um Feliz Natal!

Ziel Machado


 foto by Alejandro Cáceres Barajas – México

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